Dizeres...

 

Brian Klutch / Getty Images

 

A realidade vive com um balde de água fria nas mãos.

 

Basta-nos entrarmos no mundo onírico e ela derrama o balde, sem dó e nem piedade em nós!

Daise

Poesia

 

Imagewerks / Getty images

 

Não rimarei a palavra sono
com a incorrespondente palavra outono.
Rimarei com a palavra carne
ou qualquer outra, que todas me convêm.


As palavras não nascem amarradas,
elas saltam, se beijam, se dissolvem,
no céu livre por vezes um desenho,
são puras, largas, autênticas, indevassáveis.

Carlos Drummond de Andrade
In: "Consideração do poema"

Rádio do Amor

 

Shift Foto / Zefa / Corbis

E fiquei assim... boba, boba ao ouvir o rádio...

Ele ainda encanta, não é mesmo?

Atiça a nossa imaginação...

A nossa audição.

Voz

Sua voz

Rebumbando na

minha mente

na minha vida

Amor

 

Ponto final

 

Corey Hochachka/Design Pics/Corbis

Tomei coragem e sai da gaiola em que vivia letargicamente.

Aventurei-me por novos horizontes e conheci novas e pulsantes emoções.

Descobri que na gaiola eu existia para o mundo.

Agora eu vivo o mundo com você, meu amor, e sou feliz.

Ponto final.

Por Daise

 

Carpe Diem

Dana Tynan / Corbis

O passado, já passei

O futuro, nada sei

Carpe diem

 

Stephanie

 

Existem pessoas-passado e pessoas-futuro.

Eu tento ser pessoa-carpe diem.

As pessoas-passado vivem presas a fatos que já aconteceram. Continuam vivendo com as culpas, os medos e as mágoas de antigamente.

As pessoas-futuro só enxergam o amanhã. São aquelas pessoas que trabalham, trabalham e trabalham. Nunca descansam, imaginando que um dia poderão usufruir os seus ganhos. Esquecem da família, da saúde, da própria vida. É o futuro que importa.

As pessoas carpe diem" são aquelas que aproveitam o momento. Não economizam a vida para amanhã.

Já fui mais passado que futuro. Muitos foram os acontecimentos que me machucaram, fizeram-me chorar e entristeceram-me.

Quando era passado, eles interferiam na minha vida. Vivia culpando a mim e a todos e, de tão presa a eles, eu deixava de curtir o momento. Não olhava ao redor, não enxergava as cores da vida. Apenas existia.

Agora tento ser carpe diem”. Vivo o meu presente. Dou um passo de cada vez. Às vezes, olho o passado, mas com o intuito, apenas, de não cometer os mesmos erros no meu presente. E planejo também o meu futuro, porém nem o passado e nem o futuro têm mais o poder de controlar o meu presente.

A vida acontece agora, pra que perder tempo desperdiçando-a?

Enterre o passado e viva o presente. O futuro... Ah, o futuro... O futuro, nada sei...

Viva a VIDA!!!

Por Daise

Eu amo você!

Getty Images 

Têm pessoas que necessitam ouvir Eu te amo a todo momento, como que para saber que é amado.

Eu sou do tipo que não disperdiço palavras. Gosto de demonstrar o meu amor mais por gestos.

Então, meu amor, enxergue-me além das meras palavras. Aprenda a ler nas entrelinhas. Quando entender a minha complexidade, verá que apenas essas três palavrinhas, são poucas para exprimir o que sinto por você.

Perdoe essa moça que vive no mundo da lua...

Este post é para você.

Agora Deus e a net sabem que EU AMO VOCÊ!

 

 

“Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração...”

 Hebert Viana

 

Consumidor

Existem certas coisas que eu fico com muita raiva enquanto consumidora. Vamos a elas:

 

1- Ligar para o serviço de atendimento ao consumidor e falar com um computador idiota que não entende o que você quer. De telefonia fixa, então, é quase impossível conseguir falar com um atendente de carne e osso.

2- Quando se consegue ser transferido para o tal atendente real, fica-se ouvindo Débora Bloch zilhões de vezes repetindo uma mensagem aventando a maravilha de ser cliente da empresa de telefonia fixa.

3- Receber uma ligação de Selton Melo no celular e descobrir que é uma gravação oferecendo serviços de uma operadora de celular. Sinto-me aviltada!

4- Ter que marcar hora para ser atendida na Caixa Econômica Federal. Temos que ser profetas para prever acontecimentos futuros. Até parece que banco é só para pagar contas agendadas.

5- Outra coisa que me deixa com nariz de palhaço é ter debitado em meu extrato bancário valores não autorizados por mim. É claro que estornam o valor, quando eu reclamo, mas pense no quanto os bancos não lucram com aqueles clientes que nem percebem.

 

E propaganda enganosa, então. As empresas têm certeza que nós, consumidores, somos um bando de tapados crédulos. E o pior é que em muitos casos somos sim. Caímos feito bobos nas jogadas de marketing, somos enganados e o mais irritante de tudo é que muitos ainda acreditam na honradez das instituições e saem para comprar, comprar e comprar.

 

Como consumidores somos hipossuficientes na essência, sendo vulneráveis nos diversos momentos da relação consumeirista, envolvendo, principalmente a vulnerabilidade:

a)econômica, proveniente de uma disparidade de riqueza entre a empresa fornecedora e o consumidor;

b)técnica, em que, como consumidores não detemos conhecimentos técnicos específicos sobre o produto, essa nossa ignorância nos torna  alvos fáceis para as empresas;

c)jurídica, como somos litigantes eventuais, isto é, não procuramos sempre o Judiciário, não estamos preparados para nos defender quando isso acontece, fato costumeiro para uma empresa que já tem todo um aparato advocatício para assessorá-la.

d)fática no que tange a não existir, na prática, uma liberdade de escolha tão grande quanto se imagina.

 

Diante de tudo isso, defendo que haja uma punição pecuniária alta para empresas que pratiquem reiteradamente atos que vão de encontro à dignidade da pessoa do consumidor. Como colocar nos bancos de proteção ao crédito, SPC, por exemplo, o nome do consumidor sem este ter dado causa para tanto. Ou mesmo, como acontece aqui em Salvador, a operadora de telefone fixo fechar um contrato de instalação de linha, por telefone, sem averiguar a documentação, acontecendo de qualquer um, de posse de um CPF, poder fazer a transação, ligar indiscriminadamente, não pagar e o nome do dono do CPF arcar com o débito.

No momento em que as indenizações proferidas pelo Judiciário deixarem de ser quantias irrisórias, passando a doer no bolso dos empresários, essas práticas lesivas irão diminuir.

Caros juízes, a descompostura para essas empresas deve ser financeira. Indenizações de R$ 2.000,00, R$ 3.000,00 não vão coibir essas práticas que aviltam a dignidade do consumidor. É preciso aumentar o plus punitivo, pois só assim, sentindo no bolso, as empresas reverão a sua conduta.

Por Daise

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