
Roy Botterell / Corbis
Caros amigos,
Meu blog é um espaço que utilizo para devanear. Escrever coisas que eu acho interessantes acerca de tudo. Às vezes meto o bedelho na política, na religião, na cultura... Outras vezes eu apenas escrevo o que me dá na telha, coisas minhas, escritos meus como poemas, textos. Nada com intenções literárias. Somente elucubrações da minha alma...
Assim é o meu blog. E como um blog, há o espaço para comentários. Não que seja obrigatório a todos que vêm me visitar comentarem. Pelo contrário, comenta quem quer. Mas é prazeroso ler o que as pessoas pensam a respeito do texto ou até da minha pessoa. Dessa forma acabei por conhecer várias pessoas legais com as quais eu mantenho contato visitando os seus blogs ou por e-mail. É a amizade virtual que ganha espaço nesse tempo hodierno. Ela diminui distâncias, aproximando os indivíduos.
Nesse contexto, a tal da amizade virtual nos causa uma cegueira parcial em relação àqueles que conhecemos na net, pois não temos como avaliar quem é a pessoa que está do outro lado escrevendo para gente. Pode ser qualquer um, do bem ou do mal. Não temos como avaliar e assim, na ingenuidade abrimos espaço para que esse qualquer um tome parte da nossa vida através do que escrevemos no blog.
Pois bem, de hoje em diante, vou ler previamente os comentários escritos aqui no blog. Vou analisar o conteúdo. Se ele se coadunar com o objetivo do blog, eu libero a publicação. Caso contrário, eu reprovo.
Não pensem que estou censurando o que as pessoas têm a dizer. Logo eu tão a favor do livre pensamento, mas tenho recebido uns comentários que vão de encontro a proposta deste blog. Enquanto o papo era sadio, não vi problema em publicar os comentários. Porém a coisa se descambou para uma linha mais pejorativa. Resolvi tomar, então, esta providência. De agora em diante, estenderei o meu divã para aqueles que eu realmente conheço.
Sinto muito!
Os meus verdadeiros amigos sabem a forma que costumo me dirigir a eles. Tenho certeza que irão entender esta medida.
No mais, estou um pouco triste devido a esse desfecho. Mas o grande mar virtual tem dessas coisas.
Grande abraço a todos.

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Somos dotados de inteligência, capazes de interferir no mundo com o intuito de melhorar a convivência, criando condições que visem o bem estar social e no entanto, agimos instintivamente, criando situações que descambam na indiferença com o próximo. Impera-se o “eu”, inserido na conjuntura de superficialidade do mundo hodierno.
Então, como disse Martin Luther King, aprendemos a voar como pássaros, a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.
Mas, nunca é tarde para aprendermos. A Páscoa simboliza o renascimento, a renovação, portanto, época propícia para refletirmos as nossas atitudes, enquanto seres humanos, época de renovar o nosso sentimento de fraternidade.
Feliz Páscoa a todos. Muita paz!
* http://estreladosul.blogs.sapo.pt/41736.html?thread=661512
Tom Stewart
Ele é meu dono
Eu sou um pássaro
Vivo na minha linda gaiola dourada
Eu tenho um dono
Ele cuida de mim
Tenho comida, atenção e segurança
Eu queria ser livre
Voar em busca do novo
Cantar minhas descobertas
Não me preocupar em fingir felicidade
Às vezes canto algo novo
Diferente do habitual
Mas meu dono não gosta
Prefere as velhas canções
Fico intimidado, receoso de mudar, de crescer
Tranco-me como uma concha
Fecho-me no meu ser
Calo a minha voz e tento cumprir o meu papel
Afinal, ele é meu dono
Ele cuida de mim...
Por Daise

Rick Gayle / Corbis
Do coração de uma mulher
A bem da verdade, não sou essa mulher fatal que você pensa que eu sou. Aquelas histórias de sedução foram todas inventadas e esse ar superior, de quem sabe lidar com a vida, é apenas autodefesa.
Aquelas frases filosóficas, foram só pra te impressionar, pra te passar essa ilusão de intelectual... na verdade eu ainda nem sei se acredito nos valores que me ensinaram, quanto mais em frases feitas e opiniões formadas!
Senta aí, vai! Deixa eu tirar os sapatos, desmanchar o penteado, retirar a maquiagem... quero te mostrar que assim de perto não sou tão bonita quanto pareço, por isso uso todos esses artifícios. É que no fundo tenho um medo terrível de que você me ache feia, de que você encontre em mim uma série de imperfeições.
Sabe, não quero mais usar essa máscara de mulher inatingível, de mulher forte com punhos de aço... No íntimo me sinto uma pequena ave indefesa, leve demais para enfrentar o vento, e, deseja ficar no aconchego do ninho e ser mimada até adormecer.
Olha pra mim, às vezes minha intimidade não tem brilho algum e você terá que me amar muito para suportar essa minha impotência.
Deixa eu tirar o casaco, tirar o cansaço... essa jornada dupla me deixa tão carente... A convicção de independência afetiva? É tudo balela! Eu queria mesmo era dividir a cama, a mesa, o banho... Queria dividir os sentimentos, os sonhos, as ilusões... um pedaço de torta, uma xícara de café, algum segredo...
Ah, eu tenho andado por aí, tenho sido tantas mulheres que não sou! Quantas vezes me inventei e até me convenci da minha identidade. Administrei minha liberdade. Tomei aviões, tomei whisky... troquei a lâmpada, abri sozinha o zíper do vestido... decidi o meu destino com tanta segurança! Mas não previ que na linha da minha vida estivesse demarcada uma paixão inesperada.
Agora, cá estou eu, trinta e poucos anos e toda atrapalhada, tentando um cruzar de pernas diferente, um olhar mais grave, um molhar de lábios sensual... mas não sei direito o que fazer para agradar.
Confesso que isso me cansa um pouco. Queria mesmo era falar de todos os meus medos, "dos seus medos?" você diria, como se eu nunca tivesse temido nada. Queria te falar das minhas marcas de infância, dos animais que tive, do meu primeiro dia de aula... queria falar dessas coisas mais elementares, e te levar na casa da minha mãe, te mostrar meu álbum de retrato (eu, me equilibrando nos primeiros passos), ah, queria te mostrar minha primeira bicicleta, com truques. Ela ainda existe! Queria te mostrar as árvores que eu plantei (como elas cresceram!) e todas essas coisas que são tão importantes pra mim e tão insignificantes aos outros.
Ah, você queria falar alguma coisa? Está bem! Antes, só mais uma coisinha: estou morrendo de medo que você saia desta cena antes de mim, que você saia à francesa desta história, e eu tenha que recolocar minha máscara e me reinventar, outra vez.
Lucilene Machado
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Em tempos de Dia da Mulher, este texto é bem interessante em mostrar a nossa fragilidade... Mas para que mesmo ter um dia só destinado à mulher? Machismo? Porque ainda somos tão diferenciadas no mercado de trabalho (a comemoração do Dia Internacional da Mulher começou para relembrar a grande greve feita pelas mulheres reivindicando melhores condições de trabalho e a maioria foi trancada na fábrica, a qual foi incendiada) que nos concedem um dia para aplacar essa desigualdade em relação aos homens?
Acredito eu que
TODO dia é dia da mulher, pois, por mais que tenham ocorrido mudanças (ínfimas), é ela que labuta em casa e fora de casa, cumprindo várias jornadas diárias, cuidando da família, do trabalho e dela própria. A mulher é uma heroína, pena que muitos não reconhecem esse desempenho que só ela é capaz de ter.
Vamos a luta, mas sem perder a ternura!
Daise

Jorge Casais / 1000 Imagens
COISAS DE NATASHA
III
Quem é essa mulher inexplicavelmente feliz a me encarar? Com um sorriso bobo no rosto e a mente borboletando sensações de prazer saciado?
Cadê aquela incrédula criatura que atuava no palco da vida, existindo apenas, sem viver? Só pode ser um sonho, Natasha! Esta, definitivamente, não é você!
- O que é que tanto você olha para esse espelho, ruivinha? – Sobressaltei com a voz do Pedro. – Até parece que está batendo altos papos com a sua imagem... – Ele deu aquele sorriso torto que tanto gosto, aproximando-se de mim e me abraçando por trás.
- O que você vê em mim, Pê? Sinceramente!
- Agora? Uma linda ruiva nua com uma baita interrogação na testa! O que se passa nessa sua cabeça doidivanas? – Ele beijou a minha nuca enquanto acariciava o meu corpo.
- Fala sério, Pedro! Olha só, eu preciso entender o porquê de você estar comigo. – Nossa, ele me deixa sem fôlego!
- Só você mesmo para pensar nisso agora. Quer saber mesmo? – Eu balancei a minha cabeça. – Você me intimida. – Ele respondeu com um suspiro. – Essa sua independência, essa sua garra em viver, seu humor. Às vezes fico sem ação ao seu lado. Eu fico perdido. E olhe que não sou homem de se sentir perdido... eu sempre sei o que eu quero.
Fiquei surpresa com a declaração, pois sinceramente não me via dessa forma. Gostei! Ele continuou:
- Sem falar nessa ruividade toda que me deixa louco! – Ele parou, me virou para ele e muito sério falou – Pensei que você fosse uma falsa ruiva quando te vi pela primeira vez. Você me enfeitiçou!
Eu ri, encostando a minha cabeça no peito dele. Com o queixo apoiado na minha cabeça, ele falou sorrindo:
- Mas de falso, você não tem nada!
- E como você sabe? Posso muito bem pintar o meu cabelo.
- Não mesmo, gatinha, todos os seus pelos são vermelhos! TODOS mesmos!!! – Gargalhou e me pegou nos braços e me levou de volta para cama.
Deus, esse cara me deixa insana! Se isso acontecesse há uns cinco anos atrás, eu seria considerada uma pedófila!!! Ele teria apenas 16! E eu já seria uma balzaquiana!
Ah, Natasha, desencana, mulher! Aproveita o seu momento Madonna e acorda para vida! Nem pense nos catorze anos de diferença.
Vou ficar com aquele sorriso bobo de novo... Eitcha coisa boa!!!
Daise
Essa vida de subterfúgios acaba comigo.
Às vezes fico imaginando quem eu sou de fato...
Já me perdi em meus disfarces... Quero me encontrar...
Aliás... quer saber? Eu gosto da emoção! hahahahaha

Tanya Constantine / Corbis
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Estou tão sem tempo... E quem sofre é o meu blog...
Recadinho para quem escreve para o meu e-mail me perguntando sobre a Natasha... Ela deve voltar em alguma hora. Deve estar desesperada com a aproximação do niver de 35 anos... risos Esse negócio de idade mexeu com a cabeça dela. Pirou na batatinha! Sobrando tempo, vou conversar com ela e conto tudinho procês...
Agora, deixa eu ir, pois o tempo urge!!!!
Grande beijo, amigos.
Daise
COISAS DE NATASHA...
II
E aqui estou eu de novo em mais um ano letivo. Observei a minha sala de aula e encarei cada um dos meus alunos da quarta série.
Quem olha para essas trinta carinhas tão compenetradas imaginaria trinta anjinhos. Quem será o Gabriel? Este eu já fui avisada para me resguardar porque só o nome é de anjo... Sorri, tentando encontrar o "anjinho" em particular. Hum... seria aquele de óculos? Não, pois já se observa que é um capetinha... Os óculos têm um remendo na perna... Aquele gordinho? Não, ele já está olhando para a lancheira com um olhar guloso... Dei uma risadinha mental, seja lá o que for isso...
No minutinho que levei para chegar a essas conclusões, todos me aguardavam com rostos ansiosos, menos o garotinho lindo sentado lá no fundo sorrindo tranquilamente para mim... Ah, só poderia ser o meu "anjinho". Meu radar o detectou... Bem, Natasha, seja criativa na apresentação. Ganhe logo de cara a confiança desses seres de outro planeta!
- Bom dia, crianças! - Dei o meu melhor sorriso. - Animados para mais um ano de aventura?
- Aventura, "fessora"? Uma garotinha me perguntou - Pensei que a gente fosse estudar...
- Oh, estudar para mim sempre foi uma aventura. Eu me vejo como uma desbravadora, conhecendo novos mares, novas terras... Cada livro que eu leio, aprendo coisas novas...
- Pra mim você parece mais uma bruxa, com esse cabelão vermelho, saindo do próprio inferno!!! - Falou o capetinha lindo com ares de sabichão, se mostrando para a turma toda, a qual ria de mim.
O lindinho lá do fundo só podia ser o Gabriel, testando-me desde já.
- Que cabeça a minha! Esqueci de me apresentar! É isso que dá esquecer dos bons modos. Podemos ser confundidos com qualquer um. Até mesmo uma bruxa descabelada vindo das profundezas do inferno, não é mesmo crianças? - Rebati com um sorriso angelical no rosto. A turma riu e voltou os rostinhos para mim. - Bem, eu me chamo Natasha, sou a professora de vocês. Gosto de ler, caminhar na praia, ir ao cinema e tomar muito sorvete de chocolate! A-D-O-R-O chocolate! Mas, por favor, nada de trazerem chocolate para mim, pois estou tentando entrar em forma! Agora cada um de vocês vão se apresentar também, ok? Começaremos pelo fundão. Os últimos serão os primeiros. Anotem aí, este será o meu lema de hoje. Adoro lemas diários.
Bingo! E não é que o lindinho era mesmo o Gabriel? Meu instinto estava certo! Cuidado com ele Natasha! Mas depois que eu quebrei o gelo, a aula correu tranquilamente e até o Gabriel estava amansadinho.
Sai da sala para o recreio com a cabeça nas nuvens, como de costume, sem me dar conta do que ocorria ao meu redor... Já disse que sou tremendamente avoada? Quando dei por mim, já era tarde. A muralha me trouxe a realidade. Que que é isso, meu Deus! Olhei para cima e mergulhei num azul piscina, que dragou a minha respiração, deixando-me tonta, com o coração na boca e pernas de gelatina!
Jesus, Maria José! Quem é esse Deus grego? Esse Adônis mitológico perdido nessa escolinha, segurando-me para eu não cair, com o sorriso mais deslumbrante da face da terra???
O homem, não, homem é pouco, o macho mas perfeito de Terra estava me abraçando, despejando testosterona por todos os poros. Preciso cheirá-lo. Bem discretamente eu tenho que cheirar o cangote dele. Vou fazer de conta que estou desequilibrada e vou me segurar no pescoço dele... Dito e feito, ou pensado e executado! Que perfume!!!! Deus do céu, o que está havendo comigo? Que descontrole hormonal é esse? É a TPM. Oh, é a crise dos trinta e cinco!
- Tudo bem, moça? - O deus grego me perguntou com a voz rouca e uma ruga naquela testa perfeita.
- Oh! - Acredita que foi a única coisa que essa desmiolada falou? As palavras não saiam da minha boca e eu só conseguia encará-lo, meio embasbacadamente, com os olhos esbugalhados, como se a Medusa tivesse me transformado em pedra. Natasha, Natasha, responda alguma coisa!
- Nossa! Você é o "Pensador"de Rodin, ressuscitado do mundo das esculturas! - Jesus do céu! Tanta coisa para eu dizer e eu falei logo isso???
Ele apenas riu para mim, me colocou em pé, pois eu estava literalmente jogada nos braços dele, ajeitou o meu cabelo, colocando uma mecha atrás da minha orelha e direcionando para mim aquela imensidão anil que eram os seus olhos, disse:
- E você é a minha imagem de uma Valquíria vingadora!
- Oh! - voltei aos monossílabos.
- Bem, eu realmente tenho que ir! - Falou a criatura. - Ah, nada de bronze (numa alusão à escultura de Rodin). Só carne mesmo! Vejo você por aí! E se afastou, meio de costas, meio correndo, sorrindo para mim.
Como entrou em minha vida, o Deus grego saiu: num piscar de olhos!
Gente, o que foi isso? Eu, uma Valquíria? Rapidamente busquei na minha memória a definição de Valquírias... Não seriam dinvidades nórdicas, meio Barbie-girl? Oh, de Barbie-girl eu não tenho nada. De bruxa descabelada vindo das profundezas do inferno para uma Valquíria vingadora, são dois extremos diametralmente opostos. Gostei da Valquíria vingadora. Suspirei!
Saia vermelha de borracha... Salto quinze...
Saia vermelha de borracha... Salto quinze...
Saia vermelha de borracha... Salto quinze... Por que não?
Pronto, vou levar o "pensador" para o meu mundo da lua. Será que ele gosta de queijo? Me peguei rindo mentalmente de novo! Deixa eu comer alguma coisa antes que o recreio acabe!
E lá fui eu para a sala dos professores. Podia apostar que o meu andar tinha um leve requebrar... Me sentia poderosa! Aliás, a Valquíria dele! Gargalhei na mente e segui em frente! A vida é uma caixinha de surpresas.
By Daise
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Obs.: Aviso aos navegantes que a atualização do meu blog é semanal. Gostaria de ter mais tempo para ser diariamente, mas tenho que contentar com os finais de semana! Grande abraço a todos.

Joerq Steffens / Corbis
COISAS DE NATASHA...
I
Meu nome é Natasha. Nome exótico para uma pessoa tão sem graça como eu. Acho que a minha mãe tinha grandes expectativas quanto a mim. Natasha lembra espiãs russas, lindíssimas, vivendo uma vida de aventura, senhoras de si mesmas.
Que decepção! Cá estou eu, uma solteirona, sem glamour algum e a única aventura que enfrento é o desafio de encarar quarenta alunos da quarta série do ensino fundamental todo dia, durante o período escolar. Nossa Senhora! Só de pensar que mais um ano está para começar já começo a suar frio! Ter que representar... Eu deveria ter feito teatro, ter sido artista. Pelo menos ganharia para fazer aquilo que sei fazer de melhor: representar. A minha vida é um palco. Finjo ser quem não sou.
E quem sou eu mesmo???
Meu Deus, deve ser a proximidade do meu aniversário que está me deixando tão pensativa... ou a TPM! Nem quero pensar nisso!
Por que mesmo eu pensei no meu nome? Ah, a música do Capital Inicial na rádio. Nunca tinha ouvido...
"Tem dezessete anos e fugiu de casa
Às sete horas na manhã no dia errado
Levou na bolsa umas mentiras pra contar
Deixou pra trás os pais e o namorado
Um passo sem pensar
Um outro dia, um outro lugar
Pelo caminho, garrafas e cigarros
Sem amanhã, por diversão, roubava carros
Era Ana Paula, agora é Natasha
Usa salto quinze e saia de borracha [...]"
Nunca arrisquei. Nunca usei salto quinze e saia de borracha, nem pensar! Sempre fui certinha. E aqui estou eu, escutando uma música que me fez repensar a minha vida, aliás a peça que é a minha vida. O meu fingimento.
Droga, nunca tinha parado para analisar a minha medíocre existência. E agora, uma mera música na FM me fez ficar com essa cara de tacho, sentada no meu velho e patético sofá olhando para o nada através da janela do meu apartamento...
Trinta e cinco anos. Vou fazer trinta e cinco anos e o que eu fiz da minha vida? Sou feliz? NÃO! Jesus, só agora percebo o quão infeliz eu sou! Não tenho ninguém! Nem amigos, nem namorado, nem família. Só colegas de trabalho. Quando foi que me isolei da minha vida? Quando foi que me perdi para mim mesma? Quando foi que parei de viver e passei a apenas existir?
Oh, e essa música martelando na minha cabeça?!
Largar tudo? Recomeçar? Não tenho essa coragem toda...
Olha, Natasha, você não tem tempo para essas elucubrações. - Uma vozinha me alertou dentro da minha cabeça.
Levantei e tratei de me preparar para mais um ano de aula. Tomar um banho, trocar de roupa, colocar um sorriso na cara e começar tudo de novo. Então é assim que pensa o relógio... Tudo na mesma rotina... Coisa estranha pensar em relógio agora. Tô maluca mesmo. Sempre fui e agora tenho consciência disso!
Me peguei sorrindo para o espelho enquanto dava um trato na minha cabeleira meio avermelhada que caia pelas minhas costas. Taí uma coisa que sempre adorei em mim. O meu cabelo. Ele me faz sentir que ainda existe vida em mim. Oh, ainda resta uma salvação para a minha pessoa! Ri novamente de mim mesma. No palco da minha vida, eu sou uma personagem que não passa despercebida com essa cabeleira toda... Gargalhei sozinha no meu pequeno apartamento. Peguei a bolsa, alguns livros e sai para mais um ato!
By Daise

João Parassu / 1000 Imagens
Caros amigos,
Vou dar um tempinho no blog para terminar a minha monografia de conclusão da minha pós-graduação.
Assim, que tudo estiver ajeitadinho, eu volto!
Grande abraço,
Daise

Itacaré / Bahia
Olá caros amigos,
Cheguei de Ilhéus um pouco mais descansada, comi chocolate, cacau, acarajé, abará, fui à Itacaré... Foi bom demais! Mas já voltei à correria de novo.
Em meio ao caos econômico que assola o país e o mundo sigo eu com a minha vidinha...
Passei por aqui só para dizer que tudo segue como dantes no castelo de Abrantes.
Tenham todos um ótimo final de semana!
Beijão
Meus amigos,
Desde o último post, não parei quieta!
Graças a Deus o meu trabalho está ganhando impulso e tenho muito o que fazer!
Vida de advogada é assim, até a coisa engranar de vez, a labuta é grande, pois o que cair na rede, é peixe!!! Sinto-me como se fosse um Bombril, 1001 utilidades! Risos
Chego em casa cansada, mas aindo tenho que me desdobrar, pois tenho que averiguar os deveres escolares da filhota e cuidar do maridão. Aliás, ele exige a minha atenção... risos Tem um ciúme do meu trabalho... ai ai ai... Por que homem é tão inseguro, hein? Alguém pode responder? Risos
Mas é isso, vida de mulher é assim, assumimos tantos papéis, que às vezes esquecemos de nós mesmas... Por isso tirei o final de semana para me curtir um pouquinho. Vou viajar e espairecer numa cidade linda do interior da Bahia, ILHÉUS! (Terra da Gabriela de Jorge Amado e do cacau).
Vou deixar umas imagens de lá para vocês ficarem com vontade de ir também!
Vou tomar um sol e tirar as traças do corpo!!! Hahahaha
Próxima semana eu conto como foi, ok?
Tenham um ótimo final de semana!
Grande beijo a todos.
Daise



Olá pessoal,
O circo da eleição foi montado e o espetáculo apresentado. Agora é esperar o resultado. Sei não, mas a qualidade dos “artistas” não era muito confiável não, pelo menos na minha cidade... E na de vocês?
Não sei o porquê, mas quando voto, sinto-me traída. Traída no sentido de ver que transfiro para um terceiro a realização dos meus ideais, dos meus sonhos e das minhas expectativas de melhoria da coletividade e que este terceiro pouco se importa comigo ou com os meus anseios.
Eu digo aos meus amigos que a vida que vivemos é uma “Matrix”. A nossa realidade é um jogo virtual. Brincamos de ser cidadãos, de ser “civilizados”, de ser governo! É tudo uma grande hipocrisia! O que impera é o poder. É o querer subjugar o outro. Onde vamos parar? Não sei. Tento me aprofundar nos estudos da filosofia, da política, do Direito com intuito de entender essa tão almejada democracia. Será que ela existe ou será que é uma mera ficção social?
Nossa, estou com a síndrome do eleitor traído (risos)! Bem, depois desse desabafo, o que me resta é azucrinar o juízo do meu vereador e do meu prefeito, cobrando atitudes e a realização do projeto de campanha. É o mínimo que poderei fazer. A minha parte eu faço, mas já que eles não fazem a deles, não tem problema, eu lembro o que eles têm que fazer!!!
“A política... há muito tempo deixou de ser ciência do bom governo e, em vez disso, tornou-se arte da conquista e da conservação do poder.” Bianciardi
Obs.: reitero este post, pois ele é sempre atual!

Cultura / Corbis
Apenas Quero Você
Somente Você
Aqui ao meu lado
Com a cara descarada
De macho no cio
Me agarra e me beija
Me toca e sussurra
Me causa arrepio
No meu corpo
No meu gosto
Com seu gosto
Lambuzado com meu prazer
De ter você
Somente Você
No meu caminho
Por Daise
Prezado Candidato,
A Democracia representativa, longe de ser a ideal, é a ainda a forma mais justa do povo participar das deliberações do nosso país. Por isso a decisão de escolher o nosso candidato ser tão complexa, pois temos que nos inteirar da vida do político nos mínimos detalhes, haja vista ele estar com uma procuração minha para tomar decisões em meu nome.
Assim, acredito que o exemplo de boa conduta, de respeito à coletividade, de educação doméstica dentre outros comportamentos sociais, morais e éticos devem ser dado por aqueles que pleiteiam chegar ao poder. É uma grande responsabilidade e como tal, essas atitudes devem vigorar desde a campanha política.
É com muita tristeza que eu vejo como os políticos dizem uma coisa e fazem outra completamente distinta. Exemplo está na forma da campanha política. Como eu vou querer uma pessoa que me represente, sendo que, desde já, emporcalha a cidade? Na propaganda eleitoral diz que vai reestruturar a cidade, tratar de saneamento básico, higiene coletiva, mas que suja completamente a cidade fazendo campanha.
É lastimável o estado em que se encontram vários pontos da cidade de Aracaju sujos com lixos advindos do pessoal que seguram suas bandeiras. São garrafas de água mineral e de refrigerante, restos de comida, papel higiênico dentre tantos outros dejetos que enfeiam a cidade e o que é pior causam a proliferação de insetos e bichos que causam mal à saúde.
Aquele que está ali segurando a sua faixa, sua bandeira é VOCÊ! Se você age assim hoje, como um porco, antes de chegar ao poder, imagine o que fará com a cidade quando governá-la. É preciso, antes de tudo, demonstrar coerência entre o que se diz e o que se faz. Como posso confiar em você, se apenas nesse quesito, já me decepcionou?
Amados
(Vanessa da Mata)
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
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Ilegais
(Vanessa da Mata)
Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa vida
E será uma maldade veloz
Malignas línguas
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam
Ilegais
Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você
Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz
Pura hipocrisia
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam
Olhos ilegais
Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu quero você
Dentro de mim
Eu quero você
Em cima de mim
Eu quero você
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