Ando sumida do meu blog... Coisas do novo trabalho... Da pós-graduação...
Vou programar um tempinho para blogar, nem que seja um dia por semana.
Saudades de escrever e do contato com os amigos que aqui encontrei.
Vou voltar com um post PORRETA!!!
Beijão
Estava eu na estrada e começou a tocar essa música no rádio... Letra simples, mas que me fez pensar...
Eu não sei dizer adeus, mas têm momentos que devemos aprender, principalmente quando se percebe que o outro quer se desvencilhar...
Prefiro dizer adeus que me calar...

Não aprendi dizer adeus
Joel Marques
Não aprendi dizer adeus
Não sei se vou me acostumar
Olhando assim nos olhos teus
Sei que vai ficar nos meus
A marca desse olhar
Não tenho nada pra dizer
Só o silêncio vai falar por mim
Eu sei guardar a minha dor
Apesar de tanto amor vai ser
Melhor assim
Não aprendi dizer adeus mas
Tenho que aceitar que amores
Vem e vão, são aves de Verão
Se tens que me deixar que seja
Então feliz
Não aprendi dizer adeus
Mas deixo você ir com lágrimas
No olhar, se o adeus me machucar
O inverno vai passar, e apaga a cicatriz.

Paulo Pontinha *
- O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.
- O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntando por que não faz alguma coisa, responde: 'Estou fazendo. Estou pensando'.
- Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
- O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem.
- Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas.
- O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver.
- O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes o bobo é um Dostoievski.
- Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamando um técnico, a opinião deste era a de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.
- Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa fé, não desconfiare portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme á noite com medo de ser ludibriado.
- O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu.
- Aviso: Não confundir bobos com burros.
- Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a frase célebre: 'Até tú, Brutus?'
- Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
- Os bobos, com sua palhaçadas, devem estar todos no céu.
- Se cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
- O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos.
- Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos.
- Os espertos ganham do outro. Em compensação os bobos ganham vida.
- Bem aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás, não se importam que saibam que eles sabem.
-Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas(não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas gerais, por exemplo, facilita ser o bobo.Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
- Bobo é chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
- É quase impossível evitar os excessos de amor que um bobo provoca.
É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 310.
* Imagem retirada do site: http://www.1000imagens.com/foto.asp?idautor=1570&idfoto=99&t=&g=&p=

www.fotoarkivo.com.br/
Olá meus amigos,
Andei afastada do blog. Estava voltada para os projetos profissionais. Agora que já estou mais equilibrada no tempo, tentarei manter-me ativa no mundo blogueiro.
Questiono-lhes: o mundo precisa ser mais tolerável?
O colégio da minha filha lançou um tema acerca da tolerância, sobre o qual os alunos deveriam escolher uma pessoa e escrever-lhe uma carta explicando porque o mundo precisa ser mais tolerante.
Publico aqui a carta que a minha filhota de 10 anos escreveu e que me fez pensar... Leiam e depois me contem o que acham!
Beijão a todos,
Bel
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva
Meu nome é Stephanie, tenho dez anos. Eu sou estudante do 6º ano do ensino fundamental em Aracaju, Sergipe. Estou participando de um evento na minha escola em que eu deveria escolher uma pessoa para escrever uma carta, explicando-lhe porque o mundo precisa ser mais tolerável. Optei pelo senhor devido a sua posição privilegiada perante a sociedade brasileira.
Antes de mais nada, ser tolerante é saber respeitar a opinião das outras pessoas. Indivíduos toleráveis são aqueles que agem com ética e com moral. Ética é a reflexão sobre o comportamento moral, e moral é o conjunto de normas, prescrições e valores que regulamentam o comportamento dos indivíduos na sociedade. Portanto, a tolerância também está ligada à liberdade, pois ser livre é poder fazer o que quiser, desde que, respeitando a liberdade dos outros.
O nosso mundo é tão bonito, tão alegre, tão cheio de culturas distintas. Ser tolerável é preciso para que ele continue assim e para que tenhamos paz.
Antigamente, na formação da humanidade, as pessoas agiam de acordo com suas idéias, não respeitando a opinião, a liberdade dos outros. Os povos achavam que estavam no direito de pensar que o mundo era só de um deles. Quero lembrar, senhor, que o mundo não é só de um, é de todos. Sendo assim, mais do que nunca, nesse mundo globalizado, existir a tolerância significa entender que as diferenças de cada nação devem ser preservadas e não destruídas devido à intransigência de um apenas.
Nesse contexto, a tolerância está direitamente ligada à democracia, a qual é terminantemente contra a ditadura, regime em que o governo interfere na liberdade individual do povo, determinando o que deve e o que não deve se fazer. Podemos usar como exemplo o que aconteceu no Brasil quando os militares chegaram ao poder. O senhor, melhor do que eu, por ter vivenciado tal época, entende como a tolerância deve ser salvaguardada.
Gostaria de saber do senhor como as pessoas faziam para se expressar no regime militar. Aprendi na escola que foi uma época muito difícil para o povo emitir suas opiniões, sendo obrigado a obedecer mesmo sem concordar. Realmente foi assim, Senhor Presidente? Sendo sindicalista, como o senhor fazia para reclamar os direitos dos metalúrgicos? Eu imagino que tenha sido muito complicado realizar o seu trabalho. Tempos difíceis aqueles, não é Senhor Presidente?
E agora, como o senhor se sente sendo um Presidente de um país democrata? Como o senhor faz para que o Brasil seja um país mais tolerante? O senhor concorda comigo que o nosso mundo precisa ser mais tolerante?
Acho que para resolver a questão da tolerância no mundo devemos conscientizar a população global que temos de respeitar a opinião do próximo para que tenhamos um mundo melhor.
Encerro minha carta com uma frase que minha mãe sempre me falou de um pensador chamado Voltaire que ficou na minha cabeça e que tem tudo a ver com o que eu estou falando, “posso não concordar com uma palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la”.
Cordialmente,
Stephanie

Jim Craigmyle / Corbis
Depois de muita luta, muito estudo, muitas noites mal dormidas, consegui passar no Exame da OAB e agora sou a mais nova advogada do país!
Obrigada, meu Deus, por me orientar e me dar forças para seguir em frente sem desistir, pois no meio do caminho, muitas foram as vezes que pensei largar tudo, mas o Senhor estava lá me empurrando pra frente, falando bem baixinho para eu me erguer e seguir adiante.
Entrego-lhe nas Suas mãos essa minha árdua conquista.
OBRIGADA!

Natural Selection Craig Tuttle/Design Pics/Corbis
Obrigada, meu DEUS!!!

Atlantide / Phototravel / Corbis
Vesti amarelo
Tomei chá na Rua dos Sonhos
Com meu amor
Ah, saudade!

Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
[...]
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
COLASSANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996, p. 09.
Tomei conhecimento deste texto por meio de um amigo. A leitura me encantou porque reflete claramente o comportamento do homem hodierno. Agimos dessa forma e não sentimos.
Discutia, eu, outro dia, sobre “o admirável mundo novo”. Aldous Huxley imaginou um mundo em que não havia liberdade. Todos eram condicionados e manipulados pelo avanço da engenharia tecnológica.
Apesar de ser uma ficção, vemos que o prognóstico do autor está se realizando. É como Marina diz, estamos nos acostumando. E pergunto eu, por quê? Qual o motivo para agirmos dessa forma? Será que estamos tão envolvidos nessa nossa vida moderna que esquecemos de viver pura e simplesmente? Será que já estamos tão ideologicamente formatados que não conseguimos ver o que se passa ao nosso redor?
Sim, caros amigos, estamos acostumados a não pensar, porque pensar vai nos levar a refletir e quando refletimos começamos a ter noção da realidade e quando temos noção da realidade vemos que ela é, muitas vezes cruel e não queremos lutar por um mundo melhor, pois temos medo de sofrer. Preferimos a “Matrix”. Vivemos acorrentados aos dogmas que nos são impostos com o objetivo de nos tirar a vontade de questionar, limitando o nosso crescimento e nossa forma de enxergar a realidade. Preferimos à fantasia que o real. É como Oscar Wilde disse, “viver é a coisa mais rara no mundo. O que a maioria das pessoas faz não é mais do que existir."
Não tenha medo de ser livre. Leia, estude, questione, critique, reveja sempre os seus conceitos. Esteja sempre em processo de transformação.
Feliz Natal e um Ano Novo iluminado!
Daise
Eu sou uma pessoa paradoxalmente ingênua. Apesar de saber das hipocrisias humanas ainda acredito na existência de um resquício de virtude na essência do ser humano.
Lá no fundo dessa minha mente, aparentemente racional, formatada para pensar objetivamente, reside um quê sinestésico na forma de encarar o mundo, a vida, as pessoas. Sou assim.
Com essa minha paradigmática forma de ser, entrei no mundo blogueiro. Fui apresentada às regras virtuais. Meu blog seria a minha página pessoal, em que eu poderia escrever o que me desse na telha. Essas elucubrações seriam vistas por várias pessoas que, querendo, comentariam acerca do post escrito. Caso eu não quisesse comentários no blog, não inseria tal dispositivo. É claro que deixei o dispositivo “comentários” porque queria conhecer as pessoas que me visitavam e o que passava em suas mentes.
Respaldada nas regras, comecei a blogar e visitar outros blogs, comentava e era comentada no meu - reciprocidade de visita. Conheci muitos blogs desta maneira, cada qual refletindo a maneira de ser do seu dono. Uns poéticos, outros do tipo intelectual, ou ainda noticiários, ou somente diários da vida pessoal. E assim, lá ia eu comentando os posts, pois a minha visita não era só para dizer “oi, passei por aqui...” Ia além disso porque de fato eu lia cada post dos blogs que visitava e emitia a minha opinião, concordando ou não com o escrito e adorava ler comentários desse tipo na minha página também.
Mas descobri, veja se não sou ingênua, que nem todo mundo estava querendo comentários consistentes e contundentes. Críticas, só se fossem positivas e comentários só se concordassem com o autor do blog.
O bom do mundo blogueiro é essa dialética intelectual, essa tempestade cerebral que faz com que haja uma interação recíproca, com trocas de opiniões, informações objetivando o crescimento comum. Mas tudo continua sempre como dantes na terra de Abrantes, como se diz no ditado popular. As pessoas não querem discutir seriamente. Querem expor a sua opinião e pronto, sem abrir espaço para uma discussão fundamentada coerentemente. É porque é e ponto final. Que pena!
Meu lema continua o mesmo. Escrevo com fundamento, sem elucubrações estapafúrdias. Ataco o objeto e disseco-o sobre várias óticas, concluindo com a minha opinião. Idiossincrasia... Como reajo as “coisas”da vida.
Este blog continua aberto aos comentários. Quem quiser opinar, seja bem-vindo. Quem quiser só passar, olhar e sair, esteja à vontade e volte sempre.
Agradeço aos amigos persistentes que vêm me visitar e que deixam um alô, um beijo, uma crítica, mesmo eu escrevendo tão raramente. Vocês são queridos neste blog.
Grande beijo a todos,
Daise

Corbis / Igor Kopelnitsky
Anedota búlgara
Era uma vez um czar naturalista
que caçava homens.
Quando lhe disseram que também se caçavam borboletas
[e andorinhas, ficou muito espantado
e achou uma barbaridade.
(Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia)
Desesperadamente triste eu estou.
Vou dar um tempo neste blog e quando melhorar, eu volto...

*
Botão é pitôco
Se é miúdo é pixototinho
Se é resto é cotôco
Tudo que é bom é massa
Tudo que é ruim é peba
Rir dos outros é mangar
Se é franzino é xôxo
O bobo se chama leso
E o medroso chama frouxo
Tá estranho, tá tronxo
Vai sair, diz vou chegar
Cabra sem dinheiro é liso
Pernilongo é muriçoca
Chicote se chama açoite
Quem entra sem licença emburaca
Sinal de espanto é Vôte!
Se tá folgado, tá folote
Se a calça tá curta, tá pega-bode, coronha
Quem tem sorte é cagado
Quem dá furo é fulero
Sujeira de olho é remela
Agonia é aperreio
Meleca se chama catota
Gases se chamam bufa
Catinga de suor é inhaca
Mancha de pancada é roncha
Palhaçada é munganga
Desarrumado é malamanhado
Pessoa triste é borocoxô
É mesmo é E apôis!
Correr atrás de alguém é dar uma carrera
Passear é bater perna
Fofoca é babado
Estouro se chama pipôco
Confusão é rolo
Uma loira é galega
Frango é galeto
(Desconheço o autor)
*Imagem retirada do Google, site www.arara.fr
O Brasil precisa tomar o rumo de um grande país e ter comprometimento, antes de qualquer coisa, com aqueles que o formam - os cidadãos.
A democracia, já dizia um professor meu, está falindo. Segundo ele, para existir uma verdadeira democracia, o povo teria que participar, de fato, de tudo que diz respeito ao Estado. Até em Atenas, que o povo ia à Praça discutir os caminhos da cidade-estado, não era tão democrática assim (mulher, escravo e estrageiro não participavam). Imagine, então, agora, o povo de fato ir à praça discutir acerca dos ditames administrativos do Estado? 180 milhões de pessoas fariam uma zona e nada se resolveria.
Falida, porque o sistema representativo, escolhido para solucionar o problema, também é ineficaz. Ele é constituído por pessoas e pessoas assaz descomprometidas com o coletivo.
Meu amigo Rafael Reinehr, com a sua dinamicidade, escreveu um post, aventando mecanismos que, de certa forma, controlam esse sistema representativo, diminuindo o poder que hoje representa no Brasil. Não iríamos diretamente às praças, mas, indiretamente, nós, os cidadãos, participaríamos mais ativamente da vida pública no Brasil, de acordo com as suas propostas.
Mas, deixo um questionamento: será que o brasileiro quer realmente esta responsabilidade e está inteiramente preparado para defender a coletividade?
As ações, penso eu, devem ser conjunturais. Envolvendo Educação, saúde, trabalho, infra-estrutura, ecologia etc. Além do que, não adianta mudar o poder, sem mudar a mentalidade imiscuída no DNA do brasileiro, em que levar vantagem em tudo, passando por cima de tudo e de todos é regra.
Será que o brasileiro quer, de fato, mudanças?
As propostas do Rafael estão aqui. Passa lá e dá uma lidinha. Vale a pena!
Daise

Por que deixo as pessoas me magoarem?
Fiquei triste hoje.
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